A raiva e sua perspectiva

Imagine que em um belo dia de sol você resolve ir ao mercado comprar algumas coisas que esta a faltar em sua casa. Vai até o mercado a pé, pois mora perto do mesmo, e volta com algumas sacolas de frutas, ovos e refrigerantes.

Você está a caminhar e percebe que recebeu uma mensagem no celular e o pega para ver o que é. Nesse instante, você é violentamente trombado por alguém e suas sacolas caem no chão, ovos quebram e refrigerantes espirram para todo o lado. Automaticamente você vira para quem te acertou e pronto para gritar a plenos pulmões percebe que caído no chão está uma pessoa com óculos escuros e bengala. Ela é cega e está tentando achar sua bengala para se levantar.

A raiva pode estar lá ainda, mas algo te freia e você não grita, muito pelo contrário, se solidariza para ajudar a pessoa a se levantar e sair da sujeira que suas compras fizeram. Antes que perceba o sentimento passou e está mais preocupado com quem te acertou e como fará para repor as suas mercadorias.

Quando se fala em raiva, um dos pontos chaves para entendê-la é a palavra “injustiça”.

Ao se sentirem injustiçadas, passadas para trás, colocadas em situações de inferioridade muitas pessoas acabam gerando um sentimento de raiva.

Vamos voltar a utilizar o cenário acima descrito: Ao ser violentamente acertado, nosso personagem imediatamente pensa: “Mas que droga, como a pessoa não me viu? Ela deve ter feito de propósito, só pode! Olha só quebrou tudo, vai ter que pagar!”.

Todos os pensamentos giram em volta de uma única crença: Estou sendo injustiçado e preciso me defender imediatamente.

Ao virar-se e perceber que a pessoa que o acertou é cega, imediatamente os pensamentos mudam: Caramba, ele é cego, por isso não me viu. Nossa está no meio da sujeira que minhas compras fizeram, é claro que não é de propósito.

A crença passa a ser: Não foi de propósito e ele não quis me prejudicar.

Cada um de nós reage a determinadas situações de uma forma diferente devido ao nosso sistema de crenças, que nada mais é que um apanhado geral de regras que usamos para gerir nossa vida, e nossos pensamentos e emoções uma consequência direta desse sistema.

Já as nossas reações perante o sentimento de raiva, ou seja, nossos comportamentos, são ainda mais individuais e de uma variedade enorme que não cabe agora discutir.

Passando a entender as nossas crenças, mudando as que estão atrapalhando uma vida saudável, os demais pontos ( emoções, pensamentos e comportamentos) acompanham a mudança.

 

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s