O Medo de Falar em Público

Pernas bambas, suor intenso, vermelhidão no rosto, ombros caídos, dificuldade de respirar! Tudo isso pela difícil tarefa de: Falar em público…

Para muitos, parece uma tremenda bobeira tais sintomas apenas para falar com alguém, mas quem está sentindo pode assegurar, não é bobeira.

Pessoas com medo de interação social sentem-se dessa forma com qualquer público, seja poucas pessoas (1…2…3 pessoas) até grandes aglomerados (reuniões de trabalho, apresentações, entre outros).

Já expliquei um pouco sobre a ansiedade aqui e agora vamos falar um pouco sobre o funcionamento do medo e ansiedade dentro do falar em público.

Primeira coisa que todos que tem medo percebem é o quanto nosso corpo demonstra os nossos sentimentos ansiosos. Trememos, suamos, ficamos vermelhos, sentimos dores abdominais, coração acelerado, dificuldades de respirar e/ou respiração acelerada…tudo isso são sintomas físicos da sua ansiedade e medo.

Ao se deparar com situação de interação social, todos os sintomas físicos da ansiedade disparam com toda a sua intensidade, com um simples intuito: sair o mais rápido possível dessa situação perigosa!

Dessa forma preservamos nossa integridade física, deixamos cada vez mais de se colocar em situações sociais e passamos assim a “estar a salvo”. Porém em nosso mundo moderno, não interagir com outras pessoas, seja em níveis pessoais ou profissionais, causa um grande prejuízo em nosso funcionamento. Perde-se situações de trabalho, boas oportunidades de crescimento, estudos, bons momentos com amigos e familiares.

Como então lidar com isso?

Primeira coisa a se fazer é: Respire corretamente!

Respiração

Em situações de ansiedade e medo uma das primeiras coisas a serem alteradas em nosso funcionamento físico é a forma que respiramos.

Respiração rápida, entrecortada, e sensação de que não consigamos respirar são muito comuns. Preste atenção em como você respira quando está nessas situações e irá perceber que está respirando diferente de quando está calmo.

O primeiro passo é voltar a respirar corretamente, de forma ritmada e lenta. Inspire contando até 04 e expire contando até 06. Sim, passe mais tampo expirando o ar do que inspirando, e lembre-se de que deve ser feito de forma suave e natural, não devendo assim puxar o ar com força e soprar com vontade, e sim inspirar lentamente e expirar deixando o ar sair lentamente dos seus pulmões.

Pensamentos

Lembrando que o medo e ansiedade servem como sistemas de defesa do nosso organismo, os pensamentos negativos (chamados de disfuncionais) tem papel fundamental na manutenção do nosso mal-estar.

“ O que eles vão pensar de mim!”, “ Vou parecer um idiota e vão perder o respeito por mim”, “ eu não mereço estar nessa posição”, “ se gaguejar eu vou ser lembrado para sempre por isso” são exemplos de pensamentos negativos que o medo e a ansiedade nos fazem ter, intensamente e que parecem ter total sentido de existir naquele momento.

Um erro comum de muitos é achar que pensamentos positivos frente a isso irão ajudar a diminuir os medos, “ você consegue”, “ que bobeira, vai lá e faz” são alguns exemplos disso.

Infelizmente esse tipo de substituição não é de fato eficiente para ajudar.

A forma saudável de se pensar diante dessas situações é a chamada de pensamento racional, ou pensamento equilibrado.

De fato, pergunte-se, o que muda em minha vida o que os outros pensam sobre mim? Existe mesmo a possibilidade de todos os que estão te assistindo fazer essa apresentação te acharem idiota? Você se preparou para esta situação, as chances de dar algo de errado diminuem ou aumentam? Se meu amigo estivesse em uma situação parecida, eu daria a ele os mesmos conselhos que falo para mim mesmo?

Exposição

Já respirando de forma melhor, com pensamentos mais realistas e funcionais, agora só lhe resta uma coisa: Tentar…se expor…ir lá e fazer. Pode parecer cruel a primeiro momento, impossível para outros, mas infelizmente falar em público, se relacionar com outras pessoas é uma habilidade social, e tal como todas as habilidades só melhora quem treina.

Porém lembre-se, caso perceba que está muito difícil lidar com isso, procure sempre a ajuda profissional de um psicólogo.

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